Esta quarta-feira, no programa "Segunda Vaga", da TVI24, onde aprofundamos os mais recentes dados sobre a pandemia, procurámos averiguar quais as sequelas físicas e mentais deixadas pela covid-19 nos doentes recuperados.

O neurologista Vítor Tedim Cruz explica que as sequelas neurológicas de qualquer doença grave não devem ser descuidadas.

Ainda assim, o médico lembra que a gripe sazonal também pode ter várias consequências no cérebro.

O neurologista lembra que ainda não foram detetadas sequelas neurológicas exclusivas da covid-19.

A gripe sazonal também tem sequelas neurológicas”, lembra.

 

O pneumologista Vítor Fonseca lembra que a covid-19 ainda é uma doença recente para já terem sido identificadas todas as sequelas da patologia.

No entanto, o médico explica que nos casos de maior gravidade, tal como em todos as infeções respiratórias virais ou bacterianas, pode ocorrer uma fibrose pulmonar nos pacientes.

Ainda estamos a apalpar terreno em relação às sequelas”, revela.

 

O neurologista Vítor Tedim Cruz reconhece que existem sequelas derivadas da covid-19, que variam com a gravidade dos sintomas pelos quais os pacientes passaram e podem demorar cerca de um ano a desaparecer.

O clínico refere ainda que muitas vezes ansiedade e stress são confundidos pelos recuperados com sequelas.

Às vezes as sequelas demoram cerca de um ano a retornar ao seu estado prévio”, alerta.

 

“Hora da Verdade”: Poderão as máscaras provocar danos neurológicos irreversíveis?

Esta quarta-feira, na “Hora da Verdade” especial covid-19, uma parceria de verificação de factos entre a TVI e o jornal Observador, testámos a veracidade das principais teorias sobre as sequelas provocadas pela utilização de máscaras.

No mundo digital está a propagar-se uma tese que diz que o uso de máscara pode desencadear sequelas neurológicas irreversíveis nos utilizadores.

A jornalista do Observador Carla Jorge de Carvalho explica que esta é uma ideia errónea, que está a ser propagada num vídeo de uma alegada jornalista alemã.

- A empresa pode obrigar-me a ficar em teletrabalho?

O advogado Telmo Semião explicou que o regime do teletrabalho é obrigatório em todas as empresas que se localizem nos 191 concelhos que estão na lista de alto risco de contágio.

O especialista esclarece que desde que as funções desempenhadas se coadunem e que existam meios que possibilitem o teletrabalho, este será obrigatório.

Caso seja o trabalhador a não querer estar em teletrabalho terá de o justificar, de forma fundamentada, à empresa, podendo alegar falta de meios técnicos ou falta de condições.

Nuno Mandeiro