Alunos da Escola Secundária Dr. José Afonso, no Seixal, manifestaram-se esta sexta-feira contra o que dizem ser a proibição imposta pelo conselho executivo da entrada de comida comprada no exterior, mas que a direcção desmente, escreve a Lusa.

Esta manhã, durante o primeiro intervalo nas aulas, os alunos fizeram um «apitão» em protesto «por mais funcionários e professores, pelo fim do carregamento mínimo no cartão do estudante, pelo fim da proibição da entrada de comida na escola e pela redução dos preços da comida no bar». A direcção da escola contesta estes argumentos.

Henrique Laurentino, da organização do protesto, disse à agência Lusa que houve mais de 300 alunos a apitar: «A adesão foi grande, os estudantes envolveram-se na luta, passámos um abaixo-assinado e não vamos parar», acrescentou.

Em declarações à Lusa, o director da escola, Armando Pina, desmentiu cada argumento do protesto, afirmando que «a escola tem regras» e que «o que se passa é que os alunos não querem cumpri-las».

«A direcção não tinha conhecimento do protesto e não considera que ele seja justo. Temos todos os professores colocados, não há falta de funcionários, o carregamento mínimo do cartão da escola é 50 cêntimos e a única coisa que não deixamos entrar na escola são refrigerantes em latas e em garrafas, porque os alunos deixam tudo no chão ou nos muros da escola», afirmou.

A versão dos estudantes é diferente. Henrique Laurentino assegura que «a comida passa se vier na mochila, mas não passa se vier na mão»: «É claro que a intenção da direcção é que consumamos no bar, onde os preços são muito elevados», afirmou.

O director confirmou que «ninguém revista as mochilas dos estudantes» mas assegurou que «não há qualquer restrição à entrada de comida» no recinto. Quando aos preços no bar, disse que «não são diferentes dos praticados nos bares das outras escolas».

Os alunos reclamam ainda por terem visto ser cancelado o piquenique de protesto que tinham planeado para depois do «apitão». A direcção da escola diz que «não impediu nada, apenas disse aos alunos que qualquer actividade a desenvolver no interior do recinto tem que ser do conhecimento da direcção da escola».
Redação / PP