A mãe da menor filmada a agredir um rapaz que acabou atropelado no Seixal diz que a família está a receber ameaças e que a filha não vai frequentar mais as aulas presenciais até ao fim do ano. O caso já deu origem a uma investigação por parte do Ministério Público.

Em entrevista à TVI, Cláudia Barata garante que a filha “está muito afetada” e que toda a família tem recebido ameaças, tendo mesmo de apagar as páginas nas redes sociais e estando constantemente a receber telefonemas e mensagens.

“O que estão a fazer connosco não é solução. Toda a gente é contra o bullying e nós agora estamos a sofrer o bullying.”

 A mãe da jovem garante que a filha "ajudou" o colega depois deste ter sido atropelado e que "assumiu o erro", tendo sido posteriormente castigada pelos pais.

"Não concordo com o que ela fez e ela está a ser castigada por isso (...) Eu não reconheci ali a minha filha. Ela nem me sabe responder porque é que fez aquilo. Ela no dia anterior tinha batido no colega e ela diz que não sabe porquê, diz que estavam a brincar. E eu disse-lhe que isto não é uma brincadeira."

 Cláudia Barata conta à TVI que a menor tentou pedir desculpas ao colega, já na escola, mas que este, compreensivelmente, não quis aproximar-se dela.

“As imagens são violentas, percebo que as pessoas estejam chocadas. A mim também chocou, ao pai também. Ela ficou muito transtornada por causa do colega ter sido atropelado. Sente-se culpada.”

 A mãe revela também que já pediu ajuda psicológica para a filha, que "não quer comer nem sair de casa", e assegura que não tem conhecimento de outros episódios de violência da filha.

Miguel Fernandes