Elisabete Gaspar vive dentro do seu carro há quatro meses, em Rio Tinto

Depois da morte dos pais ficou sem condições para pagar a renda e as alternativas que lhe têm sido apresentadas pelas instituições obrigam-na a separar-se do cão. Algo que a mulher nunca fará.

Dado a falta de opções neste país de cuidados de terceira idade, a única opção que me davam na altura era pô-los [os pais] num lar. Alguns dos lares que fui visitar eram absolutamente absurdos e acabei por ficar em casa a tomar conta deles", admite Elisabete à TVI.

Elisabete explica que, depois da morte dos pais, de quem tratou durante mais de 10 anos, passou por um despejo litigioso e viu-se a braços com uma situação de sem abrigo. Agora, a única companhia que tem é o cão de família, de quem, garante, nunca se há-de separar. Apesar das respostas da Segurança Social lhe pedirem o contrário.

A Segurança Social, desde o primeiro minuto, que me disse para abandonar os animais e as nossas coisas, para depois conseguirem arranjar um sítio para me alojar, só a mim", afirmou Elisabete.

A vereadora do Desenvolvimento da Câmara Municipal de Gondomar, Cláudia Vieira, garantiu à TVI que o processo de alojamento já foi aceite por Elisabete.

O processo está no topo da lista, relativamente à atribuição da habitação", diz Cláudia Vieira, afirmando que ainda não existe um prazo concreto para o realojamento.