O Tribunal de Santa Maria da Feira condenou esta terça-feira a penas entre a multa e a prisão, efetiva ou suspensa, oito dos 13 arguidos suspeitos do furto de mais de um quilómetro de cabos elétricos de cobre.

Os arguidos, dos quais seis estão em prisão preventiva, estavam acusados de mais de uma dezena de furtos, ocorridos entre maio de 2011 e maio 2012, mas o tribunal só deu como provado o envolvimento de alguns deles em sete situações.

Num dos casos, o coletivo de juízes declarou extinto o procedimento criminal, pelo facto de a queixa ter sido apresentada "muito mais tarde".

As penas mais gravosas foram aplicadas a dois arguidos que foram condenados a um ano e dois meses e a um ano de prisão efetiva, em cúmulo jurídico.

Outros dois arguidos foram condenados a um ano de prisão, com pena suspensa, cada um, e quatro foram punidos com penas de multa entre os 630 e os 1.800 euros.

Nestes casos, a juíza presidente explicou que o tribunal optou pela pena de multa porque os arguidos não tinha antecedentes criminais na data dos factos.

Cinco arguidos foram absolvidos de todos os crimes de que estavam acusados.

O tribunal condenou ainda alguns arguidos a pagar uma indemnização à EDP, julgando "parcialmente procedente" o pedido feito pela elétrica.

De acordo com a acusação do Ministério Público, os arguidos, com idades entre 28 e 55 anos, furtaram mais de um quilómetro de cabos elétricos de cobre na zona de Santa Maria da Feira, Oliveira de Azeméis e Vila Nova de Gaia, causando um prejuízo à EDP de cerca de 30 mil euros.

De acordo com a investigação, os arguidos, que atuavam isoladamente ou em pequenos grupos, subiam aos postes de eletricidade e cortavam os cabos com tesouras e serras de cortar ferro.

O Ministério Público refere ainda que alguns dos detidos serão os autores de três furtos de cobre ocorridos nas instalações da antiga Rohde, em Santa Maria da Feira, e da SOINCA - Sociedade Industrial de Cucujães, em Oliveira de Azeméis.