O Centro Hospitalar Barreiro Montijo (CHBM) informou hoje que contratou cinco médicos, especialistas em cardiologia, pediatria, ortopedia, pedopsiquiatria e radioterapia, com o objetivo de melhorar a prestação de cuidados de saúde aos utentes.

Em comunicado, o hospital adiantou que, no início de março, os serviços de pedopsiquiatria e radioterapia receberam um novo médico e, agora, em abril, serão as equipas de ortopedia, pediatria e cardiologia a contar com um novo elemento.

“Os novos especialistas de cardiologia, pediatria e radioterapia irão reforçar a atividade assistencial do serviço onde vão desenvolver a sua atividade, em todas as suas áreas de atuação”, explicou.

Já o novo ortopedista tem como missão contribuir para a “diminuição da lista de espera cirúrgica e da consulta”, assim como a pedopsiquiatra, que também tem o objetivo de baixar a lista de espera para consulta.

O hospital do Barreiro, localizado no distrito de Setúbal, conta, assim, com um total de 312 médicos.

Hospitais do Oeste arrancam com dez camas de hospitalização domiciliária

O Centro Hospitalar do Oeste (CHO) vai arrancar no primeiro semestre deste ano com 10 camas de hospitalização domiciliária repartidas pelas áreas de influência dos hospitais das Caldas da Rainha e de Torres Vedras, divulgou hoje a instituição.

Devido às suas características geográficas, o CHO terá em funcionamento duas equipas de hospitalização domiciliária”, divulgou hoje a administração da instituição, que prevê ter o projeto em “funcionamento durante o primeiro semestre de 2019”.

As duas equipas ficarão localizadas na Unidade Hospitalar de Caldas da Rainha e na Unidade Hospitalar de Torres Vedras e, em comunicado, o CHO esclareceu hoje que, “numa primeira fase, cada equipa irá arrancar com cinco camas e terá um raio de ação máximo de 30 quilómetros ou 30 minutos de distância, relativamente a cada um dos hospitais”.

As equipas serão multidisciplinares, integrando médicos, enfermeiros, uma assistente técnica, uma gestora, uma assistente social, uma farmacêutica, e uma nutricionista.

As unidades estarão em funcionamento “todos os dias do ano, durante 24 horas por dia”, explicou a presidente do Conselho de Administração (CA) do CHO, Elsa Baião, durante a sessão de apresentação da Unidade de Hospitalização Domiciliária (UHD) das Caldas da Rainha, realizada no dia 29 de março.

De acordo com Elsa Baião, trata-se de “uma alternativa ao internamento convencional”, em que os doentes, numa fase aguda da doença, “ao invés de ficarem internados no hospital, podem optar, de acordo com critérios específicos, por ficarem internados no domicílio, podendo assim ter acesso ao mesmo tipo de cuidados que teriam no internamento convencional”.

A opção exige, no entanto, o consentimento do doente e da respetiva família, bem como o cumprimento de um “conjunto de critérios clínicos, sociais e geográficos que permitam a sua hospitalização no domicílio, refere o despacho que determina a estratégia de implementação de Unidades de Hospitalização Domiciliária no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Citada no comunicado, Elsa Baião considera que o projeto representa “um salto de qualidade e uma melhoria da resposta para a população e para o próprio CHO”, sendo, “acima de tudo, uma mais-valia para os utentes, que poderão ser tratados no conforto das suas casas”.

A primeira ação de divulgação da Unidade de Hospitalização Domiciliária pretendeu apresentar a equipa coordenadora, explicar o funcionamento da Unidade e dar a conhecer os critérios de referenciação dos doentes a integrar a UHD, método que vai ser replicado em Torres Vedras, no dia 15.

O CHO integra os hospitais de Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche (que nesta primeira fase não terá nenhuma UHD), tendo uma área de influência constituída pelas populações dos concelhos de Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche, Bombarral, Torres Vedras, Cadaval e Lourinhã e de parte dos concelhos de Alcobaça e de Mafra.