ACTUALIZADA ÀS 15h29

O fumo que se via na Rua Augusta, em plena Baixa de Lisboa, ainda assustou alguns lisboetas que por ali passaram esta sexta-feira. No entanto, tudo não passava de um simulacro de incêndio de prevenção.

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«Visto o fumo a sair por uma janela, a junta accionou o regimento. Desde logo foi uma equipa para o terreno com um conjunto de meios preparado para qualquer tipo de ocorrência. Quando chegaram, o chefe fez a avaliação e chamou os meios de reforço. A Polícia Municipal colocou logo um perímetro de segurança e procedeu à evacuação das casas e das lojas», descreveu o Comandante dos Sapadores Bombeiros, coronel Joaquim Leitão.

O INEM prestou assistência aos três feridos simulados no próprio local.

«Em 40 minutos, o incêndio foi circunscrito. Mas este tempo numa situação real dependia de várias circunstâncias, podia demorar poucos minutos a ser extinto se estivesse no início», explicou.

O coronel Leitão garantiu que os meios chegaram ao local «em três, cinco minutos», os mesmos que demorariam numa situação real: «O regimento tem um socorro de proximidade e rápido. Nesta área temos três quartéis e por isso os nossos meios nunca demoram muito.»

Sem problemas no acesso

«A nossa principal preocupação prendia-se o acesso dos veículos em situação de catástrofe. Isso verificou-se estar em boas condições, as viaturas chegaram cá sem qualquer dificuldade. Se houver uma catástrofe na Baixa, os veículos de socorro têm condições para cá chegar», disse aos jornalistas Marcos Perestrello, vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

«A zona da Baixa tem um edificado antigo que representa um risco maior. Os bombeiros têm feito um trabalho sobretudo de prevenção, um trabalho de proximidade junto das populações pode ser muito importante no futuro para corrigir e evitar acidentes», afirmou.

Hoje, incêndio do Chiado não seria o mesmo

O fumo na Baixa lisboeta recordou a muitos cidadãos o grande incêndio do Chiado: «Os serviços hoje têm uma capacidade de combate muito maior. A questão que se colocou à data da falta de acessos, pudemos verificar que já não ocorre.»

O presidente da Junta de Freguesia de São Nicolau, António Manuel, assegurou que este é «um trabalho de continuidade», garantindo este «exercício útil» deixou «as pessoas mais preparadas para reagir» a estes incidentes.

No local estiveram o Regimento de Sapadores Bombeiros, os Bombeiros Voluntários, a Polícia Municipal, o INEM e os serviços de Protecção Civil, num total de 21 viaturas e cerca de 60 homens. Um quarteirão foi delimitado e foram evacuadas cerca de 50 pessoas.
Catarina Pereira