O Sindicato Nacional de Polícia (Sinapol) pretende que a gripe A seja considerada uma doença profissional, por considerar que os agentes da autoridade estão entre os profissionais que correm «maior risco» de contrair a infecção pelos vírus H1N1.

Esta pretensão vai ser comunicada esta quarta-feira ao Ministério da Administração Interna, com quem o Sinapol se vai reunir, num encontro em que vão ser exigidas ainda condições para previr o contágio da doença, segundo um comunicado da entidade, citado pela agência Lusa.

Os representantes dos polícias querem que os elementos da Polícia de Segurança Pública, da Guarda Nacional Republicana e do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras sejam vacinados de forma gratuita «o mais rapidamente possível» e que aqueles que fiquem infectados não percam remuneração.

O sindicato pretende ainda que sejam disponibilizadas máscaras e líquido desinfectante em todas as esquadras, com prioridade para as dos aeroportos. O Sinapol explica que antes de fazer estas reivindicações foram consultados especialistas.

Na nota divulgada, é lamentado ainda que alguns polícias do Aeroporto de Lisboa estiveram em contacto com uma pessoa infectada e nada foi feito depois disso.