Os jornalistas que cobrem os casos que estão a ser julgados no Tribunal de Monsanto, em Lisboa, concretamente os processos de Tancos e Alcochete, são obrigados a trabalhar numa paragem de autocarro devido à falta de condições para a cobertura noticiosa, denunciou, nesta terça-feira, o Sindicato de Jornalistas (SJ).

Num email enviado ao Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa, ao Ministério da Justiça e ao Supremo Tribunal de Justiça, a que a TVI teve acesso, o Sindicato alerta para as "péssimas condições de trabalho" a que os jornalistas estão sujeitos, anexando uma fotografia que ilustra um dos cenários em causa.

O SJ recebeu queixas relacionadas com a inexistência de uma sala de trabalho apropriada, apetrechada com mesas e cadeiras pelo menos, e que se situe próxima do local onde decorrem as audiências e de uma casa de banho de fácil acesso, o que não acontece agora", acrescenta, ainda, a nota.

Jornalistas de dez órgãos de comunicação "informaram o SJ de que estão a trabalhar numa paragem de autocarro, ao relento, e sem fichas para carregar computador ou telemóvel, instrumentos essenciais para desempenharem o trabalho".

Nesta terça-feira, os jornalistas que se encontram no local tiveram de contactar a juíza desembargadora Amélia Catarino, presidente do Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa, para poderem ter acesso à casa de banho.

 
Inês Pereira