“Isto aponta para uma adesão média entre os 75% e os 80% nos dois dias, o que traduz bem a revolta dos enfermeiros”, afirma.




“Em todas as greves, o SEP publica no site, instituição por instituição, o número de enfermeiros escalados e o número de aderentes à greve. Desafio o Ministério da Saúde a fazer o mesmo no seu portal”, para comprovar o que afirma, disse.




“No Ministério da Saúde parece não faltar dinheiro para recrutar médicos aposentados, para dar incentivos para deslocação para a periferia e para atribuir incentivos a médicos das USF [Unidades de Saúde Familiar] modelo A e das Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados. Neste quadro, os enfermeiros não compreendem e não aceitam e acham inadmissível e intolerável esta discriminação por parte do Governo e do Ministério da Saúde”, disse.




“Dentro desse Acordo Coletivo de Trabalho tem que haver grelhas salariais e apresentámos propostas ao Ministério da Saúde, mas ainda não obtivemos resposta”, disse, explicando que exigem o mesmo nível de salários da restante função pública, porque “os enfermeiros são os licenciados que menos ganham na administração pública”.