Os acidentes rodoviários provocaram 55 vítimas mortais nos dois primeiros meses do ano, uma redução de 36% em relação ao mesmo período de 2019, mas os feridos graves aumentaram 6,3%, totalizando 340, foi hoje divulgado.

A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), que hoje publicou o relatório do mês de fevereiro e no qual estão contemplados também os dados dos acidentes nas regiões autónomas da Madeira e dos Açores, avança que se registaram, em janeiro e fevereiro, 5.256 acidentes, que provocaram 55 mortos, 240 feridos graves e 6.308 feridos ligeiros.

Em relação ao mesmo período do ano passado, verificou-se uma redução de 163 acidentes com vítimas (-3%), de 31 vítimas mortais (-36%) e de 143 feridos ligeiros (-2,2%), enquanto o número de feridos graves sofreu um agravamento de 20 vítimas (+6,3%).

Na Região Autónoma da Madeira regista-se uma descida de todos os indicadores, à exceção dos feridos graves, mas nos Açores verificou-se um aumento de nove acidentes, de uma vítima mortal, de oito feridos graves e de 22 feridos leves (+25,0%), indica a ANSR.

No continente, registaram-se 5.023 acidentes, de que resultaram 53 vítimas mortais ocorridas no local do acidente ou durante o transporte até ao hospital, 301 feridos graves e 6.041 feridos ligeiros.

Estes dados no continente significam, segundo a ANSR, que em janeiro e fevereiro ocorreram menos 167 acidentes (-3,2%), menos 30 vítimas mortais (-36,1%), menos 161 feridos graves (-2,6%) e um aumento de seis feridos ligeiros (+2%) em relação ao período homólogo do ano passado.

Os dados hoje divulgados são anteriores às restrições colocadas aos portugueses devido à pandemia de covid-19, tendo a agência Lusa pedido à ANSR os dados mais recentes, mas tal não foi facultado.

O relatório de fevereiro indica também que a colisão foi o tipo de acidentes mais frequente, apesar do maior número de vítimas mortais ter resultado de despistes.

Segundo a ANSR, registou-se, em janeiro e fevereiro, um aumento de uma vítima mortal e uma diminuição de 27 feridos graves por atropelamento e, no caso das colisões e despistes, uma redução do número de mortos de 51,5% e 40%, mas um acréscimo de feridos graves (20,0% e 8,6%, respetivamente).

A maioria dos acidentes, bem como das vítimas, ocorreram em arruamentos e 49,1% dos mortos registou-se entre os condutores, seguido de peões (32,5%) e passageiros (18,9%), continuando a ser os veículos ligeiros os principais intervenientes.

No âmbito da fiscalização, a ANSR indica que, nos dois primeiros meses do ano, foram fiscalizados cerca de 23 milhões de veículos, um aumento de 60,4% face ao período de janeiro a fevereiro de 2019, de que resultaram mais de 262 mil infrações, sendo o excesso de velocidade a mais frequente.