“Vamos Refletir” é o nome da campanha de sensibilização lançada hoje pela GNR e Infraestruturas de Portugal (IP), com o objetivo de diminuir os atropelamentos nas estradas, que, este ano, já resultaram em 37 mortes.

Os números provisórios do ano de 2019, até dia 15 de setembro, dizem que a GNR registou cerca de 2.500 atropelamentos, registando 37 vítimas mortais, portanto há uma tendência ligeira de diminuição, mas, ainda assim, estamos preocupados e queremos que estes números tendam para zero”, adiantou à Lusa o porta-voz da GNR, Hélder Barros.

Foi pela segurança rodoviária que as duas entidades se juntaram e apresentaram hoje a campanha na Costa de Caparica, em Almada, no distrito de Setúbal, distribuindo folhetos e brindes que convidam a população “refletir”, em duplo sentido.

“O seu nome remete simultaneamente para a necessidade de a sociedade refletir para estas questões da sinistralidade rodoviária, em especial para os utilizadores mais vulneráveis, como é o caso das pessoas que caminham, correm ou circulam com bicicleta na via pública. Por outro lado, também remete para a necessidade de utilizarem equipamentos e vestuário que seja refletor”, explicou o responsável.

“Vê e sê visto” ou “move-te a refletir” são dois dos conselhos dados pela GNR e IP, que ofereceram hoje vários artigos refletores, como bonés, fitas, pulseiras, balões ou luzes que dão para pendurar na roupa ou bicicleta.

Vamos refletir sobre os números, eles merecem preocupação e vamos refletir quando andamos na estrada, quer os peões, os ciclistas, quer os automobilistas, todos precisam de ter redobrada atenção, porque pode haver sempre alguém a caminhar junto da estrada ou a andar de bicicleta”, disse à Lusa o administrador da IP Alberto Diogo, que frisou como é importante "combater" os números dos atropelamentos em Portugal.

Segundo comunicado da GNR, em 2018, contabilizaram-se cerca de quatro mil atropelamentos, que provocaram 70 mortos e 202 feridos, um aumento de 11% no número de vítimas graves relativamente ao ano anterior.

Além disso, “75% das vítimas mortais têm mais do que 50 anos”, de acordo com a mesma nota, pelo que a campanha adverte para uma maior preocupação com os utilizadores mais vulneráveis, como idosos, crianças, e utilizadores de bicicletas.

A ação foi lançada hoje, mas estende-se durante todo o ano, com várias apresentações e sensibilização em todo o país, nomeadamente nas cerca de cinco mil escolas que estão na área da responsabilidade da GNR, de forma a “sensibilizar os alunos para o tema”, indicou o porta-voz, Hélder Barros.