O grupo de 21 migrantes marroquinos que desembarcou na Ilha do Farol esta terça-feira vai ser transferido para a prisão do Linhó, Sintra, uma vez que os centros de detenção temporária estão lotados, devido a outras vagas de migrantes que chegaram ao país nos últimos dias.

A confirmação foi dada à TVI pelo advogado de defesa, após o primeiro interrogatório judicial.

A decisão foi colocar estes cidadãos estrangeiros num centro de detenção temporário", referiu André Santos Pereira.

Ainda durante a tarde de quinta-feira, através de comunicado, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) confirmou a transferência dos cidadãos marroquinos para o Estabelecimento Prisional do Linhó.

O Tribunal, perante o esgotamento da capacidade de instalação dos centros de instalação temporária do SEF, determinou que os cidadãos sejam conduzidos ao Estabelecimento Prisional do Linhó onde aguardarão os trâmites do processo de afastamento que lhes vier a ser instaurado pelo SEF", pode ler-se.

Os migrantes vão para uma "ala própria, que terá todas as condições de segurança", garante o advogado. A análise à situação destes cidadãos será revista de oito em oito dias, sendo que os homens terão de ser libertados ao fim de 60 dias.

De acordo com o capitão Nuno Marinho, da Unidade de Controlo Costeiro da GNR, o sistema de vigilância e controlo detetou "movimentos anómalos ao largo da Ilha do Farol".

Foram acionados os meios marítimos, mas quando as autoridades chegaram ao local a embarcação já se encontrava no areal e os migrantes estavam nas imediações da praia.

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Redação