O fogo que lavra desde quarta-feira em Sobral de São Miguel, no concelho da Covilhã, foi hoje dominado pelas 07:30, disse à Lusa o comandante operacional distrital de Castelo Branco.

Francisco Peraboa indicou que a intenção é manter durante todo o dia no terreno os 500 operacionais e os 160 veículos para “trabalhos de consolidação” e vigilância, de forma a “evitar reacendimentos”.

Pelas 08:30 iniciaram-se os “trabalhos de consolidação e rescaldo”, de acordo com o comandante distrital.

O incêndio tinha pelas 07:00 uma frente ativa, sem perigo para povoações, tendo durante a noite evoluído “favoravelmente".

De acordo, ainda, com o comandante operacional, durante a noite os bombeiros aproveitaram "a janela de oportunidade" e foram progredindo no terreno "conforme a meteorologia e a orografia foi permitindo"

Durante o dia de quarta-feira, o vento e a orografia do terreno - uma zona de serra com poucos acessos - dificultaram o combate às chamas, que deflagraram às 14:43, na freguesia de Sobral de São Miguel, uma das Aldeias do Xisto, e progrediu em direção à povoação anexa do Pereiro.

O autarca da Covilhã, Vítor Pereira, disse à TVI que origem do incêndio terá mão criminosa, uma vez que este teve início em três pontos diferentes em simultâneo.

Risco máximo em seis distritos do Interior Norte

Seis distritos do Interior Norte têm a maior parte dos seus concelhos com risco máximo de incêndio, de acordo com a previsão do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IMPA).

Em causa estão Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Viseu, Vila Real e Bragança. 

Os restantes distritos têm concelhos em risco muito elevado ou elevado, sendo que os de Setúbal, Lisboa, Coimbra, Aveiro e Porto têm no seu litoral vários concelhos com risco moderado.

O risco de incêndio calculado pelo IPMA é determinado pelo IPMA e tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo.

Os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

Por causa da manutenção do risco elevado de incêndios, o Exército e a Marinha têm reforçado até sexta-feira os contingentes no terreno para vigiar e prevenir fogos florestais.

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