Vários arguidos, responsáveis pelo ataque a Alcochete, pediram ao juiz que os tirasse da prisão e houve até quem invocasse a seu favor o facto das agressões na academia do Sporting já não estarem na agenda da atualidade, sabe a TVI.

Na resposta, o juiz manteve a prisão preventiva e lembrou que, apesar do tempo decorrido, ainda existe um grave perigo de perturbação da ordem e tranquilidade pública.

Para a defesa de Elton Camara, um dos 27 presos na sequência dos incidentes na academia leonina, deixou de existir perigo de alarme social já que o tema nem sequer figura nas capas dos jornais.

Com este argumento, o arguido pedia ao juiz do Barreiro que substituísse a prisão preventiva por apresentações periódica ou na pior das hipóteses sugeria que o mandasse para casa com pulseira eletrónica.

O juiz manteve a prisão preventiva, lembrando que há perigo de fuga e de continuação da atividade criminosa. Acrescenta ainda que se mantém ainda inalterado o grave perigo de perturbação da ordem e tranquilidade públicas e de perturbação do inquérito.

Para o magistrado, o facto de terem sido "esquecidos" pelos "media" em nada modifica a opinião, que foi formada pelo contacto com os factos em si, daí que os factos alegados pelo arguido não tenham qualquer relevância.

Outros dois arguidos, presos logo no dia dos incidentes, também tentaram a sorte. Valter Semedo e Pedro Reis pediram ao juiz para regressarem a casa com pulseira eletrónica e garantiam que não havia perigos nem de fuga, nem de continuarem os crimes, nem tão pouco de perturbarem o inquérito.

Os arguidos sempre se pautaram por uma vida serena e pacata, encontrando-se social, profissional e familiarmente inseridos", disse a defesa embora o argumento não tenha convencido o juiz.

Resta aos arguidos aguardar o veredicto do Tribunal da Relação de Lisboa, para onde recorreram da prisão preventiva.