O Ministério Público promoveu ao juiz de instrução a passagem para prisão domiciliária, com pulseira eletrónica, de mais três presos preventivos do caso de Alcochete, um ano e um mês depois da invasão ao centro de estágios do Sporting, sabe a TVI.

Trata-se de três jovens, entre os quais Paulo Patarra, de 23 anos, estudante, sem antecedentes criminais, que se envolveram no ataque aos atletas do clube.

Depois de outro jovem, Celso Cordeiro, ter saído da cadeia no mês passado, a procuradora Cândida Vilar, que coordenou a investigação no DIAP de Lisboa, requereu o desagravamento das medidas de coação para Fernando Mendes, antigo líder da Juve Leo, e agora para outros três presos.

O processo, recorde-se, conta ainda com 37 presos preventivos.

No caso dos últimos três, a proposta da magistrada surge na sequência de um requerimento interposto pela defesa dos arguidos – que têm o mesmo advogado –, e cabe agora ao juiz Carlos Delca decidir.

Quanto a Fernando Mendes, o pedido de libertação prende-se com um problema de saúde grave do arguido, que precisará de um transplante de medula óssea. No entanto, e apesar da promoção do Ministério Público já ter quase um mês, o juiz ainda não decidiu sobre a mesma – porque aguarda relatórios médicos que estão retidos por questões burocráticas entre o hospital dos Capuchos e o hospital-prisão de Caxias, onde Fernando Mendes se encontra.

Em 15 de maio, a equipa de futebol do Sporting foi atacada na Academia do clube, em Alcochete, por um grupo de cerca de 40 alegados adeptos encapuzados, que agrediram técnicos, jogadores e staff.

Aos arguidos, que participaram diretamente no ataque, o MP imputa-lhes a coautoria de crimes de terrorismo, 40 crimes de ameaça agravada, 38 crimes de sequestro, dois crimes de dano com violência, um crime de detenção de arma proibida agravado e um de introdução em lugar vedado ao público.