Um edifício da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa foi esta sexta-feira de manhã evacuado por causa do derrame de uma substância perigosa num laboratório, confirmou à TVI fonte do regimento de Saparadores Bombeiros de Lisboa.

O alerta para a ocorrência foi dado às 11.49 horas, mas cerca de duas horas depois a “situação já estava resolvida” “foi retirada a substância do local”.

Os bombeiros estão a criar estabilidade no ambiente para ser possível os funcionários voltarem ao trabalho”, acrescentou.

De acordo com uma fonte do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa, foram retiradas do edifício entre 25 e 35 pessoas.

Para o local foram destacadas sete viaturas com um total de 25 homens.

A fonte não soube adiantar a existência ou não de feridos.

Tanto os bombeiros como a PSP encontram-se no local.

Investigadores já retomaram o trabalho

Os investigadores que interromperam o trabalho devido ao derrame de uma substância perigosa num laboratório do edifício MAR da Faculdade de Ciências de Lisboa já retomaram o seu posto, segundo fonte da PSP.

Fonte da Direção Nacional da PSP explicou à Lusa, perto das 15:30, que a situação “já está normalizada e o perímetro levantado”, adiantando que “não houve registo de feridos, nem danos”.

Os investigadores tiveram de sair do local devido ao incidente com o cloreto tóxico, que ao ser derramado levou à evacuação do local e à limpeza do mesmo, e posterior avaliação”, referiu.

Cerca das 13:30, o Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa já tinha controlado o derrame e estava “a criar estabilidade no ambiente para ser possível os funcionários voltarem ao trabalho”.

Esta tarde, a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa enviou um comunicado em que explica o incidente ocorrido pelas 11:30 no laboratório do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente.

De acordo com o comunicado, o acidente aconteceu quando estava a ser realizada, numa ‘hotte’ (equipamento de proteção coletiva adequado à atividade), uma experiência com cloreto de titânio (IV), tóxico por inalação.

“Da reação desse agente químico com água resultou a libertação de uma pequena quantidade de vapores ácidos. Alguns colegas do laboratório sentiram um ligeiro ardor no nariz, pelo que foi acionado de imediato o plano de emergência interno, evacuado o edifício e dado o alerta para os meios externos de socorro, que em articulação com o sistema de segurança da faculdade rapidamente controlaram a ocorrência”, refere a universidade.

A experiência estava a ser realizada no âmbito do projeto COASTNET - uma rede portuguesa de monitorização costeira - por um doutorando do programa EarthSystems – Escola Doutoral de Lisboa em Ciências do Sistema Terra.

João Ferreira Pelarigo / JFP atualizada às 17:25