Mais de um milhar de pessoas participaram, este domingo, numa Marcha Branca contra a violência, em Genebra, após o assassínio de um português, Christophe Lopes Teixeira, de 22 anos, há dez dias no parque de estacionamento do centro comercial Planète Charmilles, na mesma cidade.

Largas centenas de participantes da comunidade portuguesa e outras pessoas juntaram-se hoje ao apelo geral contra a violência” ao participarem na Marcha Branca, disse à agência Lusa o dirigente da Associação Lusófona de Cidadania Activa, José Inácio Sebastião, lembrando que a morte do jovem na cidade suiça de Genebra “provocou uma grande comoção” na comunidade portuguesa.

“A vítima, de 22 anos, é um cidadão português, filho de emigrantes, que foi mortalmente atingido, no dia 18 de janeiro, com uma navalha de ponta e mola depois de uma discussão entre várias pessoas no parque de estacionamento do centro comercial Planète Charmilles”, salientou o dirigente associativo.

A Marcha Branca iniciou-se no centro da cidade de Genebra, atravessou as principais ruas e terminou no centro comercial Planète Charmilles.

O percurso foi feito com muita dignidade, ordeiramente e as pessoas vestiam t-shirts e cachecóis brancos”, disse José Inácio Sebastião.

O dirigente associativo referiu ainda que a Suíça “não é um país violento”, mas que a morte do jovem “indignou muitas pessoas” em Genebra.

O presumível autor do crime, com 18 anos, entregou-se à polícia no dia em que ocorreu o esfaqueamento e dois outros suspeitos foram interrogados para esclarecer o seu papel na agressão.

Um deles terá estado na origem da altercação e o outro terá chamado o autor do homicídio para vir em seu auxílio.

A faca foi encontrada três dias depois da rixa, em Lancy (comuna do cantão de Genebra), à beira de uma estrada.

Os três suspeitos foram ouvidos por um juiz na segunda-feira, tendo ficado em prisão preventiva até nova audição.

O funeral de Christophe Lopes Teixeira realizou-se na sexta-feira e contou com a presença do Cônsul de Portugal em Genebra, Bruno Paes Moreira, tendo comparecido centenas de portugueses e amigos do falecido.

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