Um militar da GNR de 35 anos foi encontrado morto na madrugada desta quarta-feira no quartel de Idanha-a-Nova, onde prestava serviço, suspeitando-se de suicídio, disse à agência Lusa fonte daquela força de segurança.

O militar preparava-se para pernoitar nas instalações e iniciar funções nas primeiras horas da manhã, tal como acontecia habitualmente.

No momento do alegado suicídio estava sozinho e presume-se que terá utilizado a arma de serviço, estando caso sob investigação da Polícia Judiciária, acrescentou a mesma fonte.

O militar vivia na Lousa, concelho de Castelo Branco, e estava actualmente a construir uma casa.

Prestou serviço na GNR da Sertã e em Março foi transferido para Idanha-a-Nova, ficando mais próximo de casa, e sem que houvesse até hoje algum tipo de comportamento que suscitasse a hipótese de suicídio, acrescentou a mesma fonte.

Segundo José Manageiro, presidente da Associação dos Profissionais da Guarda, a confirmar-se, este é o terceiro caso de suicídio consumado entre militares da GNR este ano.

«São situações que comprometem a credibilidade da instituição aos olhos dos cidadãos e que transportam a imagem de uma instituição doente», disse à agência Lusa.

Aquele responsável queixa-se da falta de medicina preventiva na GNR e da desumanização crescente dos serviços.

«Os militares são tratados como números e sujeitos a cargas horárias desumanas, em que não é possível equilibrar a vida profissional com a família», acrescentou.
Redação / SM