Portugal é o terceiro país da União Europeia com uma menor taxa de incidência de novos casos do vírus, segundo os dados divulgados esta quinta-feira pelo Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC).

O país sobe assim três lugares, passando de quinto a nível europeu e registando uma incidência de 126 casos de infecção pelo novo coronavírus por 100 mil habitantes.

Melhores que Portugal, estão a Espanha, que regista 15 casos por cem mil habitantes e a Dinamarca, com 124 nos últimos 14 dias. Porém, é de notar que, a 2 de Março de 2021, foram notificados menos casos acumulados na Catalunha do que nas semanas anteriores por “eliminação de casos duplicados”, pelo que a taxa de notificação de casos para a oitava e nona semana do ano “não é representativa da situação actual”, alerta o Centro.

Esta situação é demonstrada no mapa do ECDC que coloca Portugal Continental e os Açores a uma cor laranja, bem diferente do vermelho escuro registado nas semanas de janeiro.

Aunenta para vermelho escuro - risco máximo -, porém, a Região Autónoma da Madeira que regista 617 casos por cem mil habitantes.

No outro lado do espectro, a República Checa destaca-se como o país com maior incidência de covid-19 na União Europeia, seguido da Estónia (com 1397), a Malta (720) e a Hungria (646). A nível mundial, a República Checa e a Estónia ocupam o primeiro e segundo lugar na lista de países com maior taxa de incidência.

Face à semana passada, a média europeia também sofreu um aumento, estabilizando-se a 11 de março nas 252 infeções por 100 mil habitantes.

 

Número de novos casos com "diminuição acentuada" a partir de 28 de fevereiro

O número de novos casos de covid-19 teve uma "diminuição acentuada" a partir de 28 de fevereiro, tendo em 10 de março sido de 5.119 casos no acumulado de sete dias, o valor mais baixo desde 29 de setembro de 2020.

Os números são hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) na publicação “Indicadores de contexto demográfico e da expressão territorial da pandemia covid-19 em Portugal” com dados até 10 de março.

A taxa de incidência de covid-19 a 14 dias foi de 105 casos por cada 100 mil habitantes. Esta taxa tinha atingido um máximo a 29 de janeiro (1.667)”, mostram também os indicadores do INE.

Fazendo uma análise a óbitos por regiões, o Instituto Nacional de Estatística realça que, entre 1 e 28 de fevereiro de 2021, o número preliminar de óbitos nas regiões Área Metropolitana de Lisboa (AML) e Centro situou-se acima da média nacional.

Na Área Metropolitana de Lisboa o número de óbitos foi 1,5 vezes superior ao do período homólogo de referência (média para o mesmo período nos anos de 2015 a 2019) e na região Centro 1,2 vezes superior.

Comparando os resultados das regiões NUTS II (nomenclatura de unidades territoriais na divisão do país) entre as semanas de 2 a 29 de março de 2020 e as semanas de 1 a 28 de fevereiro de 2021, verificam-se valores superiores no período mais recente em todas regiões do país, com exceção da região Norte.

Em 63 municípios o número de óbitos entre 1 e 28 de fevereiro foi 1,5 vezes superior ao valor homólogo de referência, sendo que na semana anterior estavam nessa categoria 105 municípios.

O INE indica também que em 02 de março, data da última atualização de dados ao nível de município, “a tendência para o aumento da concentração territorial do número de novos casos acentuou-se”, tendo o valor obtido para esta data (23,4%) sido próximo do valor de 8 de dezembro 2020 (22,0%).

A 2 de março de 2021, dos 308 municípios portugueses, 258 encontravam-se em situação de risco moderado e apenas oito em situação de risco muito elevado”, salienta o INE.

Comparando com a semana anterior (23 de fevereiro), 82% dos municípios registaram uma redução da taxa de incidência cumulativa, incluindo todos os municípios das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.

Contudo, 29 municípios registaram uma taxa de variação positiva da incidência cumulativa a 14 dias, mais 15 do que na semana anterior e mais 22 do que há duas semanas.

A pandemia de covid-19 provocou 16.635 mortes em Portugal dos 812.575 casos de infeção confirmados, segundo a Direção-Geral da Saúde.