A TVI esteve no local onde, ao que tudo indica, vivia a mulher detida esta madrugada por suspeitas de ter abandonado o filho recém-nascido num contentor do lixo, em Lisboa. A suspeita pernoitava, há cerca de um ano, numa zona de tendas a 200 metros do local onde foi encontrado o bebé.

Trata-se de uma sem-abrigo, de 22 anos, que escondeu a gravidez das pessoas com quem convivia. De acordo com alguns relatos, apresentava barriga de gravidez, mas desmentiu sempre, alegando que sofria de problemas intestinais.

O parto ocorreu a 100 metros do contentor do lixo, ou seja, numa estrada que ligava a zona das tendas ao contentor onde foi deixada a criança.

De acordo com Paulo Rebelo, coordenador da Diretoria da Polícia Judiciária de Lisboa e Vale do Tejo, a detida foi a única autora do crime. Isto significa que realizou o parto sozinha e foi, de seguida, deixar a criança no interior do contentor do lixo. 

Foi também avançado pela PJ que a suspeita não tem antecedentes criminais nem policiais, nem deu entrada em nenhum centro de saúde ou unidade hospitalar.

A detenção ocorreu na madrugada desta sexta-feira, em Lisboa, a suspeita não resistiu à detenção, encontrava-se sozinha, consciente e sem nenhuma alteração do seu estado psíquico.

O recém-nascido foi encontrado na terça-feira no interior de um caixote do lixo, em Lisboa, por um sem-abrigo que ouviu o choro do menino. Encontrava-se em estado de hipotermia, tendo sido transportado para o Hospital D. Estefânia. Na quinta-feira, o responsável pela unidade de cuidados intensivos neonatais do hospital, Daniel Virella, referiu que se trata de "um bebé saudável”, pelo que, em termos clínicos, poderia ter alta nas próximas 48 horas.