Hicham El Hanafi, o jovem suspeito de estar a preparar um ataque terrorista, que tinha residência na Gafanha da Nazaré, em Aveiro, recebia um subsídio de 250 euros da Segurança Social que usaria para pagar o alojamento e a alimentação..

O marroquino, que foi detido no fim de semana em Marselha, chegou a Portugal com o estatuto de refugiado político, juntamente com outro cidadão marroquino. Não se sabe o que fazia como profissão, mas conseguia passar despercebido à população.

El Hanafi chegou a ser visto com uma mulher e uma criança na Gafanha da Nazaré, apesar de Portugal servir apenas como refúgio e ponto de passagem para a Europa, uma vez que tinha  carta de condução e liberdade para circular pelo espaço Shegen.

Terá, aliás, visitado alguns antes de ser detido, tendo, nomeadamente, passado pela Grã-Bretanha, utilizando um passaporte falso francês.  

Quando foi detido, o jovem marroquino estava na companhia de um amigo afegão, que se preparava para lhe dar alojamento, avança o Le Parisien. O jornal francês adianta também que Hicham era responsável pela angariação do dinheiro para comprar armas para o Estado Islâmico.

Em Portugal, Hicham era vigiado pela Unidade Nacional de Contraterrorismo (UNCT) desde o verão de 2015, por suspeita de estar a tentar recrutar muçulmanos para as fileiras jihadistas.

A UNCT pediu, através do Sistema de Informação Shengen, a outros países que fizessem também "vigilância discreta" a Hicham e ao compatriota com quem deu entrada em Portugal, sempre que atravessassem as fronteiras. Foi, aliás, deste modo que a polícia francesa soube que estava referenciado por terrorismo em Portugal.

Apesar de referenciado e vigiado de forma discreta, Hicham nunca foi detido em Portugal, uma vez que nunca cometeu crimes, nem nunca houve provas de que tenha feito recrutamentos para o autoproclamado Estado Islâmico.

Redação