Afeganistãopresença militar portuguesa das Forças Armadasúltimos 56 militares portugueses deixam o país





 

«Entre 10% a 15% dos militares afegãos eram insurgentes talibãs. É fácil infiltrarem-se. Aconteceu, várias vezes, acompanharmos uma sessão de [treino] de tiro e algum dos recrutas que dava formação era insurgente. De repente, virava-se para trás, com a arma, e atirava para os internacionais», conta Manuel. «A sorte protege os soldados. No meio de tantos incidentes, tivemos bastante sorte».











«Crianças serviam de escudo para nós»











«Em Cabul, segurança é quase tão essencial como comer»






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«Uma das coisas que me impressionou foram as condições de vida extremamente baixas. Nunca vi um afegão gordo lá». E isso tem uma explicação: pouca comida, água de má qualidade, cuidados de saúde muitos nem sabiam o que era. «Mas quando perguntei do que é que mais precisavam, todos responderam a mesma coisa: segurança. Lá não têm. E há muito tempo. A segurança é quase tão essencial como comer».


«As mães estão em Portugal sempre a bater coração»













 

«O mais difícil é o regresso. Os primeiros quatro a seis meses. Lá são 24 sob 24 horas focados naquilo. Mesmo no campo, em alturas de convívio, estamos em alerta máximo. De repente, em Portugal, até é mais difícil. Ia na rua e estava atento a tudo. Dava por mim a chegar a um ponto de ter de dizer a mim mesmo ‘calma, já acabou’. O regresso é um grande desafio, por mais experiência que se tenha. Voltar à família, aos amigos, ao meio comum».