A recente democratização da testagem à covid-19 fez com que aumentasse de forma considerável o número de testes feitos em Portugal. Com a introdução dos testes rápidos (disponíveis nas várias farmácias do país) no mercado, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) alerta que é necessário fazer uma boa gestão dos resíduos, com o objetivo proteger a saúde pública, mas também o meio ambiente.

Assim, e num documento que contou com a colaboração da Direção-Geral da Saúde e do Infarmed, a APA informa que "todos os componentes que resultem da utilização dos testes rápidos no domicílio dos utentes com resultado negativo devem ser colocados no saco plástico que integra o kit (ou num qualquer saco plástico, caso tal não se verifique) e depositados no contentor dos resíduos indiferenciados juntamente com os restantes resíduos".

Em caso de o teste rápido ter um resultado positivo, e seguindo o princípio da precaução, deve ser colocado em duplo saco. No caso de kit comprado ter um saco, o teste deve ser colocado lá, sendo esse saco colocado num segundo saco de lixo resistente, que depois deve ser depositado no contentor de resíduos indiferenciados.

Em nenhuma das situações, os resíduos em causa devem ser depositados no ecoponto ou contentor de recolha seletiva", ressalva a APA.

São também dadas normas a cumprir caso os testes sejam feitos em farmácias ou em locais de venda com um profissional de saúde.

Em casos de resultado positivo, os testes devem ser colocados num saco de plástico e depositados num contentor específico para resíduos de risco biológico com o código "código LER 18 01 03* - Resíduos cujas recolha e eliminação estão sujeitas a requisitos específicos com vista à prevenção de infeções".

Nos casos de resultado negativo, "estes devem ser colocados no saco plástico que integra o kit (ou num qualquer saco plástico, caso tal não se verifique) e acondicionados em contentor, devendo os mesmos ser classificados com o código LER 18 01 04. - Resíduos cujas recolha e eliminação não estão sujeitas a requisitos específicos com vista à prevenção de infeções".

António Guimarães