O teste para a covid-19 à chegada aos aeroportos da Madeira passará a ser efetuado também aos viajantes que se ausentarem da região por menos de 72 horas, indicou esta terça-feira o presidente do Governo Regional.

Temos de tomar medidas redobradas de segurança, medidas de prevenção e profiláticas, no sentido de evitar focos de infeção local", disse Miguel Albuquerque, à margem de uma visita à ECAM - Empresa de Consultoria e Assessoria Empresarial, no Funchal.

A apresentação de teste negativo ou a sua realização obrigatória à chegada aos portos e aeroportos da Madeira e Porto Santo entrou em vigor em 01 de agosto, mas excluía os viajantes que se tivessem ausentado da região por um período inferior ou igual a 72 horas.

Agora não há exceções. Podem sair da Madeira e estar cinco horas no continente, quando chegam cá, todos são testados", declarou Miguel Albuquerque, esclarecendo que a medida será aprovada na quinta-feira, 22 de outubro, no conselho do governo regional, e entra logo em vigor.

O chefe do executivo, de coligação PSD/CDS-PP, justifica a medida com a subida acentuada do número de infeções na Europa e no país.

Os testes têm custos, mas é muito mais barato investir nos testes do que termos um fluxo pandémico com dezenas ou centenas de pessoas infetadas, com custos assoberbantes para o sistema regional de saúde", declarou, vincando que se trata de um "investimento na saúde pública e na segurança de todos".

O Governo Regional da Madeira já gastou cerca de 10 milhões de euros na realização de testes à covid-19.

No contexto da operação de rastreio de viajantes, há a reportar 88.224 colheitas realizadas até segunda-feira e, no total da região autónoma, o Laboratório de Patologia Clínica do Serviço de Saúde da Madeira já processou 137.021 testes.

De acordo com o Instituto de Administração da Saúde (IASAÚDE), o arquipélago regista 106 casos ativos de covid-19, dos quais 97 são importados e nove de transmissão local, num total de 334 confirmados desde 16 de março.

/ HCL