O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, assegurou, esta terça-feira, que o sistema de videovigilância nas escolas está a “funcionar em pleno” e de “forma absolutamente capaz” para proteger as instalações dos estabelecimentos de ensino.

Tiago Brandão Rodrigues comentava desta forma uma notícia avançada pelo Diário de Notícias, segundo a qual quase metade das escolas que integram o projeto de gestão de câmaras de videovigilância e sensores nas escolas está com problemas.

De acordo com o jornal, o sistema integra, desde o início do ano, 1.150 escolas de norte a sul do país, outras tantas centrais de monitorização, 11.500 câmaras e mais de 56 mil sensores, constituindo um dos maiores sistemas de videovigilância escolar da Europa.

Em declarações aos jornalistas no final de uma visita à Escola Básica Francisco de Arruda, em Lisboa, o ministro da Educação esclareceu que o projeto de videovigilância já existe há alguns anos e tem como “intuito monitorizar os estabelecimentos de ensino”.

Tivemos a oportunidade de reativar este sistema, de o pôr a funcionar em pleno e, neste momento, está a funcionar em pleno em muitas escolas do país para prevenir qualquer tipo de eventualidade que possa acontecer durante os períodos noturnos ou durante os períodos de interrupção escolar”, sublinhou.

O ministro disse que é preciso “deixar muito claro” que o sistema de videovigilância “não funciona em períodos letivos”, mas apenas durante as interrupções escolares e a noite.

O Diário de Notícias adianta que, desde que arrancou o projeto, os seus gestores no terreno confrontam-se com "deficiências" no equipamento em cerca de 40% dos estabelecimentos de ensino (mais de 400), nos quais algumas câmaras ou sensores estão avariados, além de 35 escolas (3%) onde o sistema está desligado.

Tiago Brandão Rodrigues assinalou, esta terça-feira, o último dia de aulas do segundo período letivo com uma visita à Escola Francisco de Arruda, onde visitou várias salas de aulas e conversou com alunos e professores.