Terminou o cerco policial no bairro da Quinta das Lagoas, em Corroios, depois de agentes da PSP e moradores se terem envolvido numa troca de tiros. Ao que a TVI conseguiu apurar, foi detido um suspeito e outros dois continuam a monte. 

A PSP foi alertada por volta das 12:20 para “distúrbios” no bairro e terá sido recebida a tiro.

Os agentes responderam também com tiros, enquanto o “grupo de suspeitos se escondeu no interior de um bar clandestino”.

TVI confirmou junto do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Setúbal que uma pessoa ficou ferida na sequência da intervenção. A PSP garantiu que não se registaram feridos entre os agentes.

Dezenas de pessoas nas ruas à espera de regressar a casa

O presidente da Associação de Moradores da Quinta das Lagoas e a família estão entre as dezenas de moradores daquele bairro que estão impedidos de regressar a casa.

Estou à espera para entrar em casa há mais uma hora, mas a minha mulher já aqui está desde o meio-dia”, disse pelas 19:15 aos jornalistas Nelson Mendes, de 34 anos, operário da construção civil, residente naquele bairro há cerca de 12 anos.

 

Não temos para onde ir, só tenho família em Cascais, mas não é fácil levar para lá toda a família neste momento”, acrescentou.

Entre os moradores que se concentram nas ruas, contam-se dezenas de crianças. A Câmara Municipal do Seixal vai fornecer refeições a quem precisar, estando a ultimar o local onde as vai servir.

A câmara vai disponibilizar refeições para as pessoas que estejam impedidas de regressar a casa e não tenham meios próprios para resolver o problema”, indicou fonte da autarquia à Lusa.

A mesma fonte adiantou que as refeições vão, “em princípio” ser servidas no quartel dos bombeiros, mas remeteu para mais tarde a confirmação da localização do espaço onde as pessoas se podem dirigir.

A PSP continua a reforçar os meios no local e, pelas 19:38, chegaram à Quinta das Lagoas mais quatro carrinhas da Unidade Especial de Polícia.

Segundo a comissária da PSP Sara Ferreira, a PSP está a garantir a “segurança do local” e apelou “à compreensão” dos residentes das habitações que foi “necessário evacuar”, bem como compreensão pelas “restrições impostas à circulação de pessoas e viaturas”.