A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, foi entrevistada esta quarta-feira na 21ª Hora, na TVI24 e assumiu que a grande preocupação que o Governo tem é assumir a importância da Consertação Social para a discussão de matérias de rendimento e de políticas de competitividade.

Ana Mendes Godinho disse que o Governo ouviu  os vários parceiros sociais e as suas perspectivas em relação ao salário mínimo e procurou encontrar um valor equilibrado que correspondesse ao objetivo que o Governo estabeleceu de atingir os 850 euros mensais de salário mínimo até 2023.

A ministra constatou que um aumento do salário mínimo traduzir-se-á numa maior competitividade, uma melhor distribuição de rendimentos e uma melhor qualidade de vida dos trabalhadores.

Perguntada sobre se existe uma desvalorização da importância de um acordo com os parceiros sociais, tendo em conta que a evolução do salário mínimo para os 635 euros foi aprovada apenas pela UGT, Ana Mendes Godinho salientou que "existe um objetivo comum de ter um acordo global sobre a política de rendimentos".

Ana Mendes Godinho reafirmou a missão do Governo de querer garantir a ambição de valorizar os rendimentos e os salários e estabelecer medidas concretas que melhorem a conciliação da vida pessoal e familiar.

A valorização dos jovens qualificados também é uma forte ambição do Governo, esclareceu a ministra ao anunciar que serão tomadas medidas para tentar repôr os prémios salariais para jovens formados.

A primeira reunião sobre o Acordo Global de Rendimentos será feita no dia 27 de novembro e, em cima da mesa, vai ser discutida a promoção da vida familiar e profissional, a aposta na formação profissional a eliminação dos custos de administração e a promoção da natalidade.