A PSP anunciou, esta quinta-feira, que deteve no distrito de Lisboa um traficante internacional que tinha na sua posse 145 armas de fogo e mais outra pessoa envolvida na atividade ilegal.

Segundo a Polícia de Segurança Pública, as duas detenções ocorreram na quarta-feira e resultaram de uma investigação relacionada com tráfico internacional, mediação e transformação de armas de fogo que durava há 12 meses.

Paulo Costa, do Departamento de Armas e Explosivos da PSP, disse à agência Lusa que os dois detidos não tinham qualquer relação entre si, apenas adquiriam as armas de fogo nos mesmos locais, designadamente na Eslováquia e na República Checa.

O responsável adiantou que um dos detidos, de nacionalidade ucraniana, é traficante de armas internacional, uma vez que tinha como ocupação o comércio de armas fora de Portugal.

Segundo Paulo Costa, a sua atividade passava por adquirir armas de fogo na Eslováquia e República Checa, procedendo depois à sua alteração para serem comercializadas.

O outro detido, português, adquiria as armas naqueles dois países para ficar com elas “por paixão”, referiu.

Em comunicado, a PSP refere que no âmbito da operação “Flobert” foram detidas em flagrante delito duas pessoas que se dedicavam à aquisição, transformação e venda ilícita de armas de fogo e apreendidas 145 armas, centenas de munições e outro material relacionado com esta atividade ilegal.

Entre o material apreendido, a PSP destaca "67 armas de alarme de diversas marcas e calibres, 22 armas de fogo de diversas marcas e calibres, oito revólveres de diversas marcas e calibres, seis armas de fogo longas, quatro armas de fogo curtas em forma de caneta, 12 silenciadores, cinco aerossóis, uma arma branca de abertura automática e dezenas de carregadores para pistola, numerário em notas do Banco da Ucrânia, centenas de munições de calibre variado e 33 armas de ar comprimido de calibre 4,5mm de vários modelos".

No âmbito da operação, a PSP executou sete mandados de busca e apreensão no distrito de Lisboa promovidos pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa.

De acordo com a PSP, a operação foi o resultado de uma ação complexa de pesquisa, análise e produção de informação policial através dos diferentes mecanismos de partilha de informação, nacionais e internacionais, relacionada com a venda e posse ilícita de armas de fogo em Portugal e Europa.

Os detidos vão ser hoje presentes a primeiro interrogatório judicial no DIAP de Lisboa para efeitos de eventual aplicação de medidas de coação.