O trânsito intenso em Lisboa foi, esta quinta-feira de manhã, a maior dificuldade provocada pela greve nos transportes. Alguns taxistas admitiam ter sido mais procurados pelos clientes do que o habitual, mas as longas filas dificultaram o transporte.

«O trânsito está caótico. As pessoas têm procurado mais os táxis, porque uma greve do metro complica muito a vida às pessoas. Tenho tido mais clientes, mas é complicado para os clientes e para nós, porque não podemos circular. Demorei quase uma hora e meia entre o Campo Grande e o Cais do Sodré», contou um utente à Lusa.

Bom ou mau para o negócio? No entanto, entre os taxistas, as opiniões dividiam-se.

«Está fraco de clientes e há muita confusão no trânsito. Há muitos carros particulares e as pessoas [que procuram transportes públicos] não têm dinheiro. Isto está fraquinho. A última greve do metro foi um dia bom, mas hoje está muito fraco, não está a render», lamentou um dos taxistas.

As queixas estendiam-se aos comerciantes da estação do Cais do Sodré, que dependem do movimento dos utentes dos transportes públicos para vender.

Uma utilizadora dos serviços da CP disse à Lusa que tem sorte em ter um «patrão compreensivo», porque os seus horários são rígidos, assim como é o horário dos transportes que usa para chegar ao emprego.

Os trabalhadores da CP, do Metropolitano e da Rodoviária estão em greve esta quinta-feira.

No caso da CP, os serviços urbanos de Lisboa e Porto da CP enfrentam hoje o quarto dia de greve consecutivo às duas primeiras horas de turno, com supressões previstas na ordem dos 60 por cento, enquanto o Metropolitano de Lisboa está paralisado.

Na Rodoviária, os sindicatos estimam que a greve dos motoristas consiga uma adesão de 70 a 80 por cento, escreve a Lusa.