Um grupo de quatro jovens confessou hoje no Tribunal de Aveiro ter ido comprar droga a uma casa que acabaram por assaltar, ameaçando a proprietária da habitação e o filho com uma imitação de uma arma de fogo.

Os factos ocorreram na manhã do dia 28 de dezembro de 2017, numa moradia situada na freguesia de São Bernardo, em Aveiro.

Questionados pelo coletivo de juízes, os quatro amigos disseram que foram à referida casa para comprar droga a mando de um quinto elemento, que não é arguido no processo.

“A dona da casa abriu a porta e disse que não se vendia nada daquilo e nós fomos embora”, disse um dos arguidos, adiantando que o alegado mandante, que os aguardava nas proximidades, lhe terá dito para eles insistirem.

Quando regressaram à casa pela segunda vez e a senhora abriu a porta, um dos arguidos apontou-lhe um isqueiro com o formato de uma arma de fogo e perguntou onde é que havia a droga.

A senhora voltou a dizer que não havia erva e foi aí que pegámos no computador e na televisão. Carregámos as coisas para o carro e arrancámos. Não devíamos ter feito aquilo”, disse o arguido.

Após consumarem o roubo, os jovens saíram de casa e foram encontrar-se com o alegado mandante, seguindo em direção a Águeda, onde vive este último indivíduo, a quem entregaram o material roubado, recebendo em troca 20 euros, cada um.

O processo tem ainda um quinto arguido, tido como mentor do plano para assaltar a casa, que negou a acusação, adiantando que se limitou a indicar ao grupo de jovens um local onde se vendia droga.

Eles ligaram-me cerca das 06:00, quando estava a sair do trabalho, e perguntaram onde podiam comprar erva e eu indiquei um dos poucos sítios que sabia”, disse o arguido.

Os cinco jovens, que se encontram em prisão domiciliária, estão acusados de dois crimes de roubo agravado.

Segundo a acusação do Ministério Público, os suspeitos entraram na habitação, onde se encontravam mãe e filho, empunhando uma arma de fogo e uma arma branca, ficando as vítimas impossibilitadas de resistir.

Depois do assalto, os jovens fugiram do local levando consigo dois telemóveis, uma televisão e um computador portátil e dirigiram-se para Águeda, onde fizeram a divisão dos artigos que retiraram aos ofendidos.