O Tribunal de Baião condenou esta quinta-feira um homem a quatro anos e cinco meses de prisão efetiva por violência doméstica.

O homem, de 60 anos, não mostrou arrependimento em tribunal e foi ainda condenado ao pagamento de uma indemnização de 5.000 euros à vítima.

Os factos aconteceram em julho do ano passado, em Marco de Canaveses.

A vítima, mulher do arguido, começou a ser agredida física e psicologicamente um mês depois de ter casado, em julho do ano passado. Tentou a fuga por três vezes e o arguido, por não saber o seu paradeiro, tentou matar o filho e o cunhado.

Por isso, o homem, de 60 anos, está em prisão preventiva, acusado de dois crimes de tentativa de homicídio, num caso que está a ser julgado em Penafiel.

Na sentença, a juíza que presidiu ao julgamento disse terem ficado provadas em audiência as agressões praticadas no dia 06 de junho de 2018, quando o arguido Joaquim Pereira tentava ter relações sexuais com a esposa, de 53 anos, além de outras situações de maus-tratos que constavam da acusação.

Ficaram também provadas, segundo a magistrada, as ameaças que o arguido terá feito à vítima e a um dos filhos, através de cartas.

A juíza referiu que "o depoimento da vítima, que tinha sido feito por videoconferência, foi credível" e que o agressor "não revelou arrependimento durante o julgamento", frisando que "a conduta posterior às agressões de junho demonstrou isso mesmo".

A medida da pena foi ainda justificada com o cadastro criminal de Joaquim Pereira, que conta com quatro crimes de ofensas à integridade física e sete outros crimes.

A juíza salientou que "o tribunal relevou o facto de o arguido estar em prisão preventiva, acusado de dois crimes de homicídio qualificado, na forma tentada, contra um filho e um cunhado".

O tribunal deu também como procedente a indemnização pedida pela assistente, no valor de cinco mil euros.

Em declarações aos jornalistas, a advogada da vítima afirmou ter sido feita justiça naquele julgamento.

A juíza foi totalmente isenta, aplicou uma medida correta e os quatro anos e cinco meses justificam-se", disse Fátima Azevedo.

A causídica referiu que a vítima ficará muito satisfeita e poderá regressar a Baião, que era um dos seus receios e medos".

José Martins, advogado do arguido, considerou ter-se verificado "uma pena pesada", referindo que "irá analisar cuidadosamente a sentença, para depois ponderar o recuso".