A Câmara de Gondomar vai ter de devolver o terreno ocupado pelo cemitéro n.º 2 em Rio Tinto.

O tribunal condenou a autarquia a demolir o equipamento e a entregar a parcela aos proprietários tal como a encontrou. 

Ao Jornal de Notícias, o presidente da Câmara diz que a decisão "não é exequível" e que o cemitério não vai sair de onde está. Marco Martins refere ainda que a autarquia está disponível para um acordo com as proprietárias do terreno, mas com duas condições: o entendimento tem de ser feito com todos os herdeiros e sobre a totalidade do terreno, que é maior do que aquele que foi adquirido pela câmara.

A Câmara de Gondomar começou a construir no terreno em 2001, altura em que Valentim Loureiro era presidente da autarquia. As proprietárias interpuseram um processo em 2005, um ano após a inauguração do cemitério que, catorze anos depois, continua sem mortos.