Cinco dos oito suspeitos de furtos no interior de residências detidos na semana passada no Porto, no âmbito da «Operação Anzol», ficaram sob prisão preventiva, informa a Direcção Nacional da PSP em comunicado. Já se encontravam em prisão preventiva cinco mulheres no quadro do mesmo processo, pelo que o número de suspeitos nesta situação passou a 10.

A outros 17 detidos, em Cascais, também no âmbito desta operação, que decorreu do Minho ao Algarve, foi ordenada apresentação semanal pelo tribunal judicial da comarca.

A operação decorreu em conjunto entre o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) do Porto e o tribunal de Cascais, sendo todos os detidos estrangeiros, segundo Paulo Flor, porta-voz da PSP.

«O furto a interior de residências é um crime que tem aumentado bastante nos últimos meses, o que faz com que a PSP esteja a fazer um enorme esforço em termos de investigação criminal para o combater», afirmou o porta-voz à Lusa.

A «Operação Anzol» interceptou e identificou desde o início do ano 93 indivíduos, maioritariamente mulheres e menores, tendo a PSP procedido a 23 detenções e cumprido 16 mandados de busca domiciliária.

Alguns dos suspeitos interceptados sem documentos de identificação e considerados inimputáveis em razão da idade foram submetidos a exames periciais, que concluíram serem quatro deles maiores de idade.

As autoridades não descartam a hipótese de alguns dos menores «terem sido traficados e estarem a ser usados nos ilícitos criminais», refere um comunicado da Direcção nacional da PSP.