A população do Prior Velho, em Loures, desespera com os assaltos diários a lojas e residências. Queixam-se de insegurança e exigem mais policiamento na zona.

«Nesta freguesia vive-se um autêntico clima de terror. Eu tenho medo de sair à rua», disse o próprio presidente da Junta do Prior Velho, Joaquim Braz, vítima de uma tentativa de assalto recentemente, ouvido pela Agência Lusa.

«O número de assaltos violentos tem disparado de tal forma, que o executivo se viu obrigado a entrar em contacto com o Governo. (¿) Já fiz uma carta ao senhor Presidente da República a dar-lhe conta desta situação e neste momento está em circulação um abaixo-assinado para ser entregue ao ministro da Administração Interna e ao ministro da Justiça», acrescentou o autarca.

Uma moradora de 56 anos, que sempre viveu no Prior Velho, lamenta que a situação tenha chegado ao ponto de já não se conseguir tomar um café a partir das 21:00, uma vez que os estabelecimentos comerciais a partir daquela hora estão encerrados. «Não vale a pena arriscarem a ter as portas abertas, uma vez que o medo também faz com que as pessoas não saiam de casa», atestou a moradora.

Em finais de Abril, a Junta promoveu uma reunião com a população, onde esteve também o Comandante da Divisão de Loures da PSP, Resende da Silva. As forças de segurança prometeram redobrar os esforços na freguesia, mas os moradores garantem que «a situação em nada se alterou».