O presidente da Associação Sócio Profissional Independente da Guarda (ASPIG) apelou ao Comando Geral da GNR para intervir rapidamente na GNR de Albufeira, onde há nove anos aparecem casos de corrupção.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da ASPIG e membro do Conselho de Ética e Deontologia da GNR, José Alho, denunciou que «há nove anos» que na GNR de Albufeira se registam casos de «corrupção entre os militares».

O último caso está a ser investigado pela Polícia Judiciária e relaciona-se com um militar da GNR do Núcleo de Investigação Criminal de Acidentes de Viação de Albufeira e que, alegadamente, falsificava documentos de vítimas que morriam em acidentes para contrair empréstimos bancários. Um caso denunciado esta quarta-feira pela TVI.

«Este comportamento a ser comprovado é terrível. Preocupa-me este problema em Albufeira. Acho que Albufeira tem que levar uma volta, mesmo a nível psicológico, e tem de ser o Comando Geral da GNR a tomar uma atitude», reitera José Alho, preocupado com os «problemas sistemáticos na GNR de Albufeira».

O Comando Geral da GNR confirmou à Lusa que aquela estrutura tem conhecimento do caso do militar de Albufeira desde «Novembro de 2008» e que nessa altura realizou uma queixa no Ministério Público.

«Quando a GNR detectou comportamentos que não se identificavam com o trabalho de um militar da GNR, participou ao Ministério Público o caso», declarou à Lusa o responsável pelas Relações Públicas da GNR. «Para a GNR é importante que esta situação seja investigada pela Polícia Judiciária, porque é uma estrutura exterior à GNR», adiantou o Tenente Coronel Costa Lima, referindo que se trata «de uma situação anormal», mas que a GNR pretende tomar «todas as medidas para cessar tais comportamentos».
Redação / FC