António Arnault sonhava com um Serviço Nacional de Saúde (SNS) diferente, em que a saúde não fosse tratada com uma mercadoria e o sistema não fosse «corrompido pelo capitalismo selvagem».

Em declarações à Lusa, aquele é que considerado o «pai» do SNS, confessou que há 30 anos, o futuro que desejava para o serviço era diferente.

«Sonhava com um serviço que funcionasse um pouco melhor. Um serviço que, pelo menos, não fosse corrompido pelo capitalismo selvagem que hoje tenta dominar a sociedade portuguesa», disse António Arnault à agência noticiosa.

O antigo dirigente socialista lamentou ainda que os grupos económicos encarem a saúde como «uma mercadoria», com a perspectiva de «fazer negócio» com ela e com interesse em «destruir» o SNS.

«Sonhava com um SNS que respondesse prevalentemente às necessidades da população», disse António Arnault, que participou esta quarta-feira num Ciclo de Conferências de Senadores, subordinadas ao tema «A República e o Mundo», promovido pelo Instituto Politécnico de Portalegre (IPP).