Um aumento de clientes portugueses, mas com mais poder de compra, tem sido a tendência registada pelos responsáveis de explorações turísticas na praia de Vilamoura, que tiveram esta quinta-feira um dia com boa afluência de banhistas.

Em declarações à agência Lusa, Patrick Rosa, gerente de um apoio de praia de luxo com «um conceito importado de Palma de Maiorca e Marbelha (Espanha) e que prima pela qualidade de serviço», explicou que «a afluência é mais ou menos a mesma, mas com a diferença de haver mais portugueses com forte poder de compra»,

«O que notámos foi uma diminuição do poder de compra dos clientes ingleses, que nesta altura eram em maior número. Mas em compensação temos tido clientela portuguesa bastante boa, com bom poder de compra», apesar da crise, afirmou o gerente do Puro Beach.

Patrick Rosa sublinhou que «este tipo de clientela costumava chegar mais tarde, apenas em Agosto, mas este ano tem vindo mais cedo, aproveitando os fins-de-semana para usufruir da praia».

O responsável do apoio de praia disse ainda que o fim de semana passado, apesar do bom tempo que se fez sentir, «foi mais fraco», mas «esta semana tem-se notado um aumento da afluência de banhistas» e esta quinta-feira, feriado de Corpo de Deus, «já esteve bastante gente».

Dário Piedade, nadador salvador de uma das concessões de praia, também deu sinais no mesmo sentido, afirmando que a afluência nesta altura do ano «está melhor do que no ano passado» e «os clientes que estão cá são diferentes, pagando pelos chapéus de sol sem problemas».

«Hoje de manhã estava tudo cheio e não me lembro de ver isto assim por esta altura no ano passado. E às pessoas que vinham custava pagar pelos chapéus. Este ano parece que quem está tem mais posses e paga sem questionar nem pedir descontos», comparou.

Dário Piedade disse que «há mais pessoas», mas frisou que «estes são os primeiros dias de sol» ¿ «vamos ver se isto se mantém assim».

Nivaldo Teixeira começou a vender bolas de Berlim na praia de Vilamoura esta quinta-feira e, por isso, disse que «é difícil ter já um termo de comparação com o ano passado», mas também considerou que «há mais gente este ano».