Um prémio de 100 milhões de euros está a provocar uma corrida às apostas no Euromilhões, levando mesmo quem pouco joga a preencher um boletim na esperança de acertar na combinação vencedora.

«Quando há estes prémios altos há muita gente que vem registar apostas e por vezes nem sabe muito bem como se preenche o boletim», conta o responsável da Casa da Sorte, situada na Rua de Cedofeita, Porto, onde os apostadores se vão sucedendo.

Os grandes prémios, conta, geram «um aumento de apostas em 25 por cento», especialmente concentradas no final da tarde da sexta-feira, dia que em média gera três mil euros em combinações.

«Só me interesso pelos prémios grandes», diz mesmo uma das apostadoras, enquanto aguarda pela vez de registar os cinco números e duas estrela que, espera, tragam sorte.

Mas desengane-se quem pensa que a crise económica é o maior motivador de apostas. José Pedro Pinto, da Santa Casa da Misericórdia, diz mesmo que «não há razão directa» e que as dificuldades económicas podem até levar ao seu decréscimo.

Assegura, porém, que «em seis anos [de existência do Euromilhões] os números demonstram que o valor do prémio é que tem mais implicação nas apostas». E com um prémio de 100 milhões de euros José Paiva, que costuma fazer todas as semanas a mesma aposta numa combinação «especial», assegura que «era feliz».

O primeiro prémio do sorteio do Euromilhões de hoje tem um jackpot no valor de 100 milhões de euros, para assinalar o sexto aniversário do concurso em Portugal.
Redação / CLC