A ministra da Educação, Isabel Alçada, afirmou esta terça-feira a propósito das metas educativas para 2015 que «sem ambição não há evolução», sublinhando que os objectivos do Governo foram definidos tendo em conta a evolução das tendências, informa a Lusa.

«Acho que sem ambição não há evolução e nós precisamos de ter ambição. Esta proposta de metas nacionais para 2015 foi feita com base numa projecção de tendência. Cada agrupamento fará a sua própria meta e será da convergência das metas de cada agrupamento e de cada escola que poderemos obter um resultado melhor a nível nacional», afirmou Isabel Alçada.

A titular da pasta da Educação falava aos jornalistas à margem da apresentação do Festival Europeu de Música e Aventura para Crianças Big Bang, que decorreu hoje à tarde no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, depois de questionada sobre se as metas definidas não são demasiado ambiciosas.

Segundo o Programa Educação 2015, divulgado hoje oficialmente, a taxa de desistência aos 14 anos deverá situar-se naquele ano abaixo de um por cento (contra os actuais 1,84 por cento), aos 15 anos terá de ser inferior a dois por cento (9,27 por cento) e aos 16 anos deverá ficar abaixo de quatro por cento (13,08 por cento).

«A meta de reduzir a desistência é uma meta que é absolutamente natural quando a nossa política é de abertura da escola a todos. A própria oferta que temos hoje no ensino secundário já é muito mais capaz de se tornar atractiva para os jovens», sublinhou a ministra.

Quanto às taxas de repetência, a tutela estabeleceu como objectivo para o ensino secundário os 12 por cento de taxa de retenção até 2015, sendo que em 2008/09 este indicador situava-se nos 20,1 por cento.
Redação / CLC