O excesso de mortalidade na União Europeia (UE) aumentou em abril (21%), com taxas nacionais que variam entre os -6,0% em Portugal e -5,0% na Suécia e os 66% na Polónia e os 76% na Bulgária, segundo o Eurostat.

De acordo com o gabinete estatístico europeu, após recuos para os 17% em janeiro e os 5,0% em fevereiro, o excesso de mortalidade na UE voltou a acelerar para os 10% em março e os 21% em abril.

Entre janeiro de 2020 e abril de 2021, a UE viveu dois ciclos completos de excesso de mortalidade: o primeiro entre março e maio de 2020 (com um pico de 25% em abril) e o segundo entre agosto de 2020 e abril de 2021 (com um pico de 40% em novembro).

O excesso de mortalidade é definido como um aumento invulgar da mortalidade durante um período específico numa dada população e o indicador de excesso de mortalidade do Eurostat é expresso como uma percentagem de mortes adicionais num mês, em comparação com um período de base, neste caso 2016-2019.

Um valor negativo significa que ocorreram menos mortes num determinado mês em comparação com o período da linha de base.

O Eurostat assinala que embora um aumento substancial do excesso de mortalidade coincida em grande parte com o surto da covid-19, este indicador não discrimina entre as causas de morte e não diferencia entre sexos ou classes etárias.

/ RL