Juan Batista, o luso-venezuelano que deu ao curso de Engenharia Civil da Universidade da Madeira (ensino em inglês) a média mais alta na 1.ª fase de acesso ao ensino superior, continua a ser o único colocado pelo contingente nacional.

De acordo com dados divulgados esta quinta-feira pela Direção-Geral do Ensino Superior (DGES), o curso não registou qualquer candidato pelo contingente geral na 2.ª fase do concurso nacional de acesso, deixando livres as restantes 19 vagas não ocupadas na 1.ª fase.

Quando foram divulgados os resultados da 1.ª fase, Juan Batista disse à Lusa ter conhecimento de que, apesar de ter sido o único colocado pelo concurso nacional de acesso, haveria outros alunos do curso, oriundos sobretudo da África do Sul.

A nota de candidatura de Juan Batista à 1.ª fase – 18,94 valores – não seria, no entanto, suficiente para entrar nos cinco cursos que registaram a média de entrada mais alta na 2.ª fase, todos acima dos 19 valores.

19,55 valores

Engenharia Física Tecnológica, do Instituto Superior Técnico (IST) da Universidade de Lisboa é o curso com a nota de candidatura do último aluno colocado mais elevada nesta fase: 19,55 valores.

Mas é também o curso com a média mais alta em termos absolutos, uma vez que o primeiro colocado é aquele que regista a melhor nota e que fica muito próxima dos 20 valores: o aluno com a melhor nota entrou em Engenharia Tecnológica Física com 19,95 valores.

Engenharia Aeroespacial, também do IST; Matemática Aplicada à Economia e à Gestão, do Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa; Medicina, da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto; e Bioengenharia da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto são os restantes cursos com notas dos últimos estudantes colocados acima dos 19 valores.

Há ainda quase duas dezenas com notas médias de entrada entre os 18 e os 19 valores.

Mais de cinco mil vagas

O ensino superior público ficou com 5.254 vagas por preencher no final da 2.ª fase do concurso nacional de acesso, que este ano, à semelhança do que aconteceu na 1.ª fase, registou uma redução de candidatos.

De acordo com a DGES, “para a segunda fase, o número de vagas colocadas a concurso foi de 12457, às quais acresceram 2.149 vagas libertadas por candidatos colocados e matriculados na primeira fase que foram agora colocados na segunda fase”.

Às vagas disponíveis candidataram-se 17.109 candidatos, menos do que os 19.135 de 2017, e apenas foram colocados 9.452 estudantes.

Os resultados da 2.ª fase do concurso nacional de acesso estão desde hoje disponíveis no portal da DGES (http://www.dges.gov.pt).

A matrícula dos estudantes colocados nesta fase decorre entre 27 de setembro e 01 de outubro e cabe a cada instituição decidir se abre uma 3.ª fase de acesso com as vagas sobrantes.

As vagas disponíveis para a 3.ª fase são divulgadas a 04 de outubro no portal da DGES e a fase de candidatura decorrerá entre 04 e 08 de outubro.