A administração do Centro Hospitalar e Universitário do Algarve (CHUA) garantiu hoje que estão assegurados os serviços de urgência de Cirurgia Geral nos hospitais de Faro e de Portimão, com médicos do quadro e externos.

A posição do CHUA surge na sequência de informações veiculadas hoje pelo Sindicato Independente dos Médicos (SIM) que, através da sua página oficial na internet, indicava que “depois das 20:00 horas o serviço de urgência do CHUA em Faro estaria hoje sem cirurgiões”.

Em comunicado, a administração do centro hospitalar garantiu que “a resposta em urgência na especialidade de Cirurgia Geral está assegurada” nos hospitais de Faro e de Portimão, através de uma solução conjunta “entre cirurgiões do quadro e de outros regimes de contrato que trabalham com o CHUA há alguns anos”.

Em declarações à agência Lusa, o secretário regional do Algarve do SIM, João Dias, referiu que o sindicato recebeu a informação de que a falta de médicos para assegurar as escalas de urgência da especialidade, originava a que “o serviço no hospital de Faro não tivesse médicos a partir das 20:00 de hoje”.

Recebemos essa informação, mas a administração informou-nos de que o serviço estaria assegurado com o recurso a médicos externos”, sublinhou o dirigente sindical.

De acordo com João Dias, na terça-feira, às 12:00, os médicos e a administração do CHUA vão reunir-se para analisarem “as formas para resolver, tanto o pagamento de horas extras aos médicos como a degradação das condições de trabalho no serviço de urgência”.

A administração do CHUA reiterou que “está empenhada e a trabalhar em conjunto com os profissionais e as respetivas equipas de Cirurgia Geral da Unidade Hospitalar de Faro no sentido de encontrar as melhores soluções”.

Segundo o CHUA, “só com o empenho e colaboração” entre todos, ou seja, médicos do quadro e médicos prestadores de serviço, se tem “conseguido garantir um serviço aberto ininterruptamente todos os dias do ano”.

Na passada quinta-feira, os chefes de equipa de Cirurgia do hospital de Faro, em carta enviada à administração hospitalar, manifestaram a indisponibilidade para fazerem trabalho suplementar a partir do dia 01 de janeiro, devido à "persistência das atuais, inaceitáveis e degradadas condições de trabalho no serviço de urgência".

O diretor do serviço de cirurgia, Martins dos Santos, disse na altura aos jornalistas que esta era "uma posição última", depois "de várias promessas" de melhoria das condições, sublinhando que há "uma exaustão que põe em causa a qualidade" do serviço prestado.

No mesmo dia, a presidente do conselho de administração do CHUA, Ana Paula Gonçalves, disse que, caso os cirurgiões avancem com a intenção de não fazerem urgências a partir do dia 01 de janeiro, “o serviço será garantido por um conjunto de 12 médicos tarefeiros que, há muito tempo, colmatam estas falhas”.

/ AM