O conselho de administração do Hospital de Santo André, em Leiria, apelou esta quarta-feira à população para que recorra às urgências «apenas em casos efectivamente urgentes», recomendando que «primeiro sejam esgotadas as outras possibilidades de acesso a cuidados de saúde», noticia a Lusa.

O pedido do hospital surge na sequência de um «anormal aumento da afluência» àquele serviço nos primeiros dias de Dezembro, esclarece a administração da unidade de saúde, informando que se registaram mais 625 admissões do que nos primeiros nove dias de Dezembro, em comparação com o período homólogo de 2007.

O hospital explica que esta situação «representa um acréscimo de 20 por cento» nos atendimentos, cuja justificação atribui às «condições meteorológicas adversas que afectam essencialmente as populações de maior risco (idosos e crianças)».

«A população deve procurar o serviço de atendimento permanente, ou urgente, do centro de saúde da área da ocorrência», indica ainda o estabelecimento, sugerindo também que os utentes contactem, antes de irem à urgência do hospital, a Linha Saúde 24.

Segundo o hospital, «este pico de afluência às urgências, absolutamente inesperado pela sua dimensão», tem provocado «um natural aumento do tempo de espera de devolução das macas dos serviços de transporte de doentes», apesar «do reforço de meios humanos e materiais do serviço de urgência».

A morosidade na entrega das macas aos bombeiros pelo hospital levou já vários comandantes de bombeiros da região de Leiria a pedirem a intervenção do Comando Distrital de Operações de Socorro..

O comandante dos Bombeiros Voluntários da Marinha Grande, Vítor Graça, disse à agência Lusa que hoje, cerca das 18:30, tinha «retidas quatro ambulâncias de socorro no hospital, com os bombeiros a aguardarem pelas macas». Já o comandante dos Bombeiros Voluntários de Mira de Aire, no Concelho de Porto de Mós, Carlos Gomes, acrescentou: «Hoje [18:00] estavam 19 macas à nossa frente».
Redação / - LM