A diretora-geral da Saúde afirmou esta quinta-feira que foram identificadas cadeias de transmissão da covid-19 de “alguma dimensão” em escolas, mas salientou que este não é um fenómeno generalizado nos estabelecimentos de ensino do país.

Isso não é um fenómeno generalizado, mas, uma vez que foi detetado, está a ser seguido com toda a atenção pelas autoridades de saúde e houve uma determinação da Autoridade Nacional de Saúde no sentido de se tomarem medidas reforçadas de testagem, de vigilância e de isolamento, em colaboração com a escola e com as famílias dos alunos”, assegurou Graça Freitas.

A responsável da DGS falava numa conferência de imprensa conjunta com a Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) e a `task-force´ que coordena o plano de vacinação, onde foi anunciado que as autoridades de saúde portuguesas recomendam a administração da vacina da AstraZeneca contra a covid-19 em pessoas acima dos 60 anos de idade.

Segundo Graça Freitas, na sequência da retoma gradual do ensino presencial, foram implementados “dois movimentos de testagem” de despiste do vírus SARS-CoV-2, um dos quais aos professores e pessoal não docente, onde se tem registado “alguns casos positivos, mas numa percentagem muitíssimo baixa”.

Simultaneamente, as autoridades de saúde vigiam o aparecimento de um caso ou de um surto numa escola. E o que se tem estado a verificar, sem que seja um fenómeno generalizado, é que, nalgumas escolas, houve cadeias de transmissão com alguma dimensão”, disse.

Perante estes surtos, as autoridades de saúde implementaram a testagem alargada e medidas “muito restritivas” de isolar o maior número de pessoas até que sejam conhecidos os resultados dos testes, salientou a responsável da DGS, ao garantir que está, assim, a ser concretizado “um plano bastante interventivo” de controlo da covid-19 nas escolas.

Na terça-feira, o primeiro-ministro manifestou-se preocupado com a velocidade de transmissão das infeções de covid-19 nas escolas, que associou à variante britânica, e afirmou estar em curso um reforço da testagem e um alargamento da vigilância.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.890.054 mortos no mundo, resultantes de mais de 133 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.899 pessoas dos 825.633 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

/ JGR