Gouveia e Melo considera que as capacidades das forças armadas têm sido subaproveitadas, em Portugal. O responsável lembra o caso dos incêndios de 2017 e o combate pandémico como ocasiões em que o apoio militar à sociedade civil foi crucial.

As forças armadas têm capacidades que durante muito tempo não foram utilizadas em momentos de crise. (…) Nós temos capacidades que são úteis à população civil que não são só as capacidades que são utilizadas em combate”, disse.

 

O vice-almirante considera que o sucesso do processo de vacinação contra a covid-19 provocou uma mudança da perceção dos portugueses quanto às forças armadas.

Gouveia e Melo realça que é imperativo para Portugal "encontrar formas de cooperar entre todas as forças e todas as capacidades que existem”. O responsável pela task force lembrou ainda o preconceito entre forças policiais e militares.

Houve outro preconceito que foi quebrado. Quando houve as manifestações mais violentas dos negacionistas, eu tive proteção policial. Portanto, um militar ser protegido pela polícia é também um preconceito que foi quebrado. Julgo que essas coisas têm de ser quebradas”, referiu.

 

Gouveia e Melo voltou ainda a explicar por que motivo fez questão de vestir o camuflado durante todo o processo de vacinação. 

O vice-almirante confessa que quis demonstrar "que estávamos num combate para polarizar as pessoas face ao vírus”.

No início deste processo, cerca de 40% da nossa população tinha dúvidas sobre esta vacina. Nós tivemos de ir diluindo essa dúvida até aos 2,5% que existem agora de antivacinas”, acrescentou.

 

Nuno Mandeiro