O coordenador do plano de vacinação contra a covid-19 revelou esta sexta-feira que, no total, 2,5% da população respondeu "não" à mensagem recebida para agendar a vacina e, quando houve mais filas, 2,7% faltaram à marcação.

Henrique Gouveia e Melo, que respondia aos deputados da Comissão Parlamentar de Saúde, sublinhou ainda que “não há nenhum sintoma de falta de adesão às vacinas, mesmo nas faixas etárias mais novas”.

“Não há qualquer preocupação [quanto a esta matéria], mas é preciso estar atento. É um tema importante”, afirmou.

 

Questionado pelos deputados, Gouveia e Melo fez um balanço positivo da iniciativa Casa Aberta, criada inicialmente para ir buscar as últimas pessoas das faixas etárias quando estas estão quase fechadas.

Explicou que as autoridades acabaram por também usar este método para avançar com as segundas doses da AstraZeneca quando o intervalo entre doses passou de 12 para oito semanas, uma situação que – disse – “não alterou significativamente os agendamentos pois representava uma percentagem ínfima dos agendamentos diários”.

“Mesmo nos piores momentos, tivemos 7% dos centros de vacinação com mais de uma hora de espera”, afirmou.

 

Explicou, contudo, que como o método Casa Aberta é um pouco desordenado, se pretende ordenar, criando senhas que os centros de vacinação decidem atribuir para a modalidade mais livre de vacinação e que as pessoas podem “captar por telemóvel”, aparecendo depois para a vacina.

Sobre a vacinação dos migrantes mais desfavorecidos, Gouveia e Mello disse que os dados de que dispõe apontam para 25.000 vacinados.

“Temos feito o máximo que podemos, acelerando os processos e facilitando o controlo par não os empurra para fora do processo”, explicou.

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