A ministra da Saúde revelou, esta quarta-feira, que o Governo fez um pedido de entrega antecipada de vacinas da Pfizer para ultrapassar o "constangimento" atual.

“O país está empenhado, junto da Comissão Europeia e de outros países, em tentar agilizar a entrega de mais vacinas. Há a possibilidade de termos mais doses em entrega antecipada da Pfizer, através de cedências de outros países, nos próximos dias.”

Marta Temido, que não referiu de quantas vacinas estaria a falar, admitiu que há "algum constrangimento de alguns dias" no agendamento da vacinação, mas garantiu que "vai ser ultrapassado com brevidade".

A governante desvalorizou o atraso na abertura do autoagendamento para as pessoas a partir dos 20 anos.

“É apenas um atraso na abertura do autoagendamento para uma determinada faixa etária. Esses atrasos na abertura do autoagendamento têm acontecido várias vezes por questões de gestão das filas de espera e do número de inscritos, portanto, não há nada de extraordinário e a campanha de vacinação prossegue de acordo com aquilo que está programado”, frisou.

“Já temos a vacinação de uma parte significativa da população e a expectativa é que, na primeira semana ou segunda de agosto, possamos atingir uma nova marca do calendário. Não há qualquer contratempo do plano de vacinação.”

Questionada sobre a vacinação dos menores de idade, a ministra assegurou que serão cumpridas as indicações técnicas da DGS. Para já, haverá prioridade ao grupo dos 18 aos 16 anos e às crianças com comorbilidades, da faixa etária a seguir.

“Estamos preparados, caso haja a indicação técnica, para vacinar as crianças dos 18 aos 12 anos, no final de agosto”, afirmou, ressalvando que a DGS pediu “mais tempo” para dar uma “informação mais concreta”, possivelmente “nos próximos dias”. 

Catarina Pereira