De acordo com o mais recente Relatório de Vacinação, 22% da população em Portugal já tomou pelo menos a primeira dose da vacina contra a covid-19. Significa isto que, até esta terça-feira, 2 225 338 pessoas foram vacinadas, mais 207.404 que na semana anterior. 

Com a vacinação completa são já 827.839, ou seja, 8% da população. Na última semana, foram vacinadas com a segunda dose mais 137.844 pessoas. 

Fazendo contas, já foram administradas 3.053.177 doses desde que se iniciou o plano de vacinação contra a covid-19, a 27 de dezembro do ano passado.

O relatório anterior, divulgado em 20 de abril, indicava que 20% da população portuguesa já tinha recebido a primeira toma e 7% tinha a vacinação completa.

No grupo etário dos 65 aos 79 anos, 53% tomou a primeira dose, enquanto 5% tem já a vacinação completa. Números que sobem no grupo de pessoas com mais de 80 anos: 93% tomou a primeira dose e 76% tomou as duas. 

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Segundo dados da Direção-Geral da Saúde (DGS), Portugal recebeu até agora 3 400 260 vacinas, tendo distribuído 3 039 329. Nestes valores não estão incluídas as Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores.

Por regiões, Lisboa e Vale do Tejo é onde foram administradas mais vacinas, com um total de 1.020.507 doses, seguindo-se o Norte (987.632), o Centro (608.063), o Alentejo (183.943), o Algarve (110.424), a Madeira (81.673) e os Açores (58.044).

No que se refere à cobertura vacinal da população por regiões, o Alentejo lidera na vacinação completa (12%), enquanto o Centro apresenta 11% de população vacinada, a Madeira 9%, seguindo-se Lisboa e Vale do Tejo, Norte, Algarve e Açores, todas com 7%.

Esta terça-feira, no final da reunião sobre a evolução da pandemia no país, que juntou peritos de saúde pública e políticos, a ministra da Saúde reconheceu que as entregas das farmacêuticas e os limites de idade para administração em duas das quatro vacinas disponíveis (AstraZeneca e Janssen) podem condicionar o plano de vacinação contra a covid-19.

Há dois temas que condicionam o plano: as entregas – em que temos tido contratempos e algumas situações complexas que deram origem a medidas mais musculadas da Comissão Europeia, e a situação de algumas vacinas que, no seguimento da vigilância farmacológica, foram consideradas possivelmente associadas a fenómenos adversos extremamente raros”, explicou Marta Temido.

Na mesma reunião, o coordenador da ‘task force’ responsável pelo processo de vacinação, Gouveia e Melo, revelou que as condicionantes relacionadas com idade poderão limitar a administração de meio milhão de vacinas neste segundo trimestre e cerca de 2,7 milhões no terceiro trimestre, atrasando dessa forma o cumprimento da meta dos 70% de proteção da população para o final do verão.

Cláudia Évora / com Lusa - Notícia atualizada às 19:55