Os profissionais que nunca deixaram de estar em atividade presencial e os que integram grupo de risco à covid-19 devem ser prioritários na vacinação dentro do setor da educação, defendeu esta quarta-feira a Federação Nacional de Professores (Fenprof).

O sindicato saudou, em comunicado, a inclusão dos professores e trabalhadores não docentes nos grupos integrantes da fase 1 de vacinação contra o coronavírus SARS-CoV-2, anunciada hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS) e apelou novamente à divulgação de um plano de regresso às escolas.

Designadamente as datas em que se iniciarão as atividades presenciais em cada nível e grau de ensino”, especificou o secretariado nacional do sindicato de professores, frisando que “sendo esta uma medida muito importante, não pode ser única”.

Testagem frequente, que também está a ser organizada, e reforço das medidas de segurança sanitária como o distanciamento físico” são outras medidas essenciais defendidas pela Fenporf que, frisa, não dispensam “a colocação de assistentes operacionais e a criação de melhores condições para a limpeza e desinfeção adequadas às exigências da pandemia”.

A vacinação dos profissionais e trabalhadores das escolas não se destina, apenas, a proteger um grupo que, na sua atividade, interage com um elevadíssimo número de pessoas, mas a contribuir para que, sendo retomado o ensino presencial, não tenhamos alunos a ficar temporariamente sem aulas e para que as escolas não voltem a encerrar”, acrescenta o comunicado.

A Fenprof considera que “o pior que poderia acontecer” seria regressar, pela terceira vez, ao ensino à distância, uma vez que “já ninguém duvida que os meios telemáticos não são humanizáveis”, que “os défices de aprendizagem se agravam” e que “as desigualdades entre alunos se tornam ainda mais profundas”.

Aliás, não é por acaso que organizações como a UNESCO, a UNICEF ou a Internacional de Educação recomendam aos estados a vacinação dos profissionais e trabalhadores das escolas”, sustenta a organização sindical, após lembrar que já “em janeiro” tinha proposto ao Ministério da Educação a inclusão dos professores no grupo prioritário de vacinação.

A DGS incluiu esta quarta-feria os professores e o pessoal não docente nos grupos prioritários da fase 1 para a vacina contra a covid-19.

Estão abrangidos os que trabalham nos estabelecimentos de ensino e educação e nas respostas sociais de apoio à infância dos setores público, privado e social e cooperativo, "de acordo com o plano logístico que será implementado", esclareceu a DGS.

/ CE